IMPLANTE CONTRACEPTIVO
Contracepção de longa duração, colocada no braço, com indicação definida depois da sua avaliação.
Muitas mulheres chegam ao consultório já decididas pelo implante contraceptivo e com uma pergunta pronta: vou parar de menstruar?
A resposta honesta é que talvez. O implante muda o sangramento de um jeito diferente em cada mulher, e eu prefiro que essa conversa aconteça antes da inserção, não depois.
Por isso começo pelo seu ciclo, pelos métodos que você já usou e pelo que espera do implante contraceptivo. Quando a indicação se confirma, eu mesma faço a inserção aqui no consultório e acompanho você nos meses seguintes.
O implante contraceptivo é uma haste pequena e flexível, com cerca de quatro centímetros, colocada logo abaixo da pele, na parte interna do braço.
Ele libera de forma contínua uma pequena quantidade de etonogestrel, um hormônio semelhante à progesterona produzida pelo corpo. Esse hormônio bloqueia a ovulação e deixa o muco do colo do útero mais espesso, o que dificulta a passagem dos espermatozoides.
O implante não contém estrogênio. Por isso pode ser uma alternativa para mulheres com restrição a esse hormônio, sempre após avaliação.
Está entre os métodos contraceptivos mais eficazes e não depende de lembrar de nada no dia a dia. Cada implante pode ser usado por até três anos. Ele pode ser retirado antes, a qualquer momento, e a fertilidade costuma voltar pouco tempo depois da retirada.
Está entre os métodos contraceptivos mais eficazes e não depende de lembrar de nada no dia a dia. No Brasil, sua utilização é indicada por até três anos, mas sua experiência de uso internacional já contempla períodos mais prolongados, com dados e utilização clínica por até cinco anos em alguns países. (NÃO SEI SE PODE SER COLOCADO DESSA FORMA)
Pode ser retirado antes, a qualquer momento, e a fertilidade costuma retornar pouco tempo após a retirada.
O implante contraceptivo não protege contra infecções sexualmente transmissíveis.
A mudança que mais pede conversa é o sangramento, que se torna imprevisível. Algumas mulheres param de menstruar. Outras passam a sangrar com menos frequência. Uma parte tem escapes, ou sangramentos mais frequentes e mais longos.
Não há como saber de antemão qual desses padrões vai aparecer.
Por isso a Dra. Melina Martins conversa sobre essa possibilidade antes da inserção e acompanha a adaptação nos primeiros meses. Quando o padrão de sangramento incomoda, as alternativas são discutidas no acompanhamento, e a retirada é sempre uma delas.
Avaliação
Histórico, ciclo menstrual, métodos que você já usou, planos de gestação e medicamentos de uso contínuo, já que alguns podem reduzir a eficácia do implante.
Se a indicação se confirma e não há exame pendente, como o teste de gravidez, a inserção pode acontecer no mesmo atendimento. Quando algum exame é necessário, ela fica para depois do resultado.
Inserção
Feita no próprio consultório, com anestesia local, no braço não dominante. O procedimento dura poucos minutos e termina com um curativo. Uma pequena mancha roxa no local é comum nos dias seguintes.
Início da proteção
Depende do momento do ciclo em que o implante contraceptivo é colocado. A Dra. Melina Martins explica, na própria consulta, se é preciso usar outro método nos primeiros dias.
Acompanhamento
Nos meses seguintes, o foco é observar como o seu sangramento se ajustou ao implante contraceptivo, com espaço para as dúvidas que surgirem.
Retirada
Ao fim do prazo, ou antes, se você decidir parar, a retirada também é feita no consultório, com anestesia local e um pequeno corte na pele. Se for do seu interesse, um novo implante contraceptivo pode ser colocado no mesmo procedimento.

• Para quem quer um método de longa duração sem precisar lembrar de nada.
• Restrição ao estrogênio, após avaliação.
• Amamentação.
• Quem prefere não usar um dispositivo dentro do útero.
• Rotina que dificulta manter um método de uso diário, como plantões, viagens frequentes ou horários que mudam toda semana.
• Planos de engravidar no futuro, já que o método é reversível.
Para quem precisa de um ciclo previsível, a irregularidade do sangramento pode pesar mais do que a praticidade do implante. Também existem situações clínicas em que ele não é indicado, e elas são avaliadas na consulta.
Nesses casos, a Dra. Melina Martins discute alternativas de longa duração, com ou sem hormônio.
Ginecologista
CRM/RJ 1218557 | RQE 56386
O PRÓXIMO PASSO
Agende sua consulta e vamos conversar com calma se o implante combina com a sua rotina e com o seu ciclo.
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