REPOSIÇÃO HORMONAL
Avaliação individual para quem pensa em começar, quer revisar ou tem dúvidas sobre a reposição hormonal na menopausa.
"Tenho medo de hormônio." É uma das frases que mais escuto quando a conversa chega à reposição.
Esse medo tem história. No início dos anos 2000, a divulgação de um grande estudo fez muitas mulheres interromperem o tratamento de uma vez, e a terapia hormonal ficou com fama de perigosa.
Nas duas décadas seguintes, novas análises mostraram que o risco não é o mesmo para todas. Idade, tempo desde a última menstruação, tipo de hormônio e via de uso mudam bastante a conta.
Na minha prática, a conversa sobre hormônio começa sempre pela mesma pergunta: para você, neste momento, os benefícios superam os riscos?
Às vezes a resposta é sim. Às vezes é não, e existem outros caminhos.
A terapia hormonal repõe parte dos hormônios que os ovários deixam de produzir na transição para a menopausa, principalmente o estrogênio.
Em mulheres que têm útero, o estrogênio é associado a um progestagênio, que protege o endométrio, a camada interna do útero. Quem retirou o útero, em geral, usa apenas o estrogênio.
Os objetivos principais são aliviar ondas de calor e suor noturno, tratar o ressecamento vaginal e ajudar a prevenir a perda de massa óssea.
Para as ondas de calor, as sociedades médicas de menopausa consideram a terapia hormonal o tratamento com maior respaldo científico.
No consultório da Dra. Melina Martins, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, a terapia hormonal é uma das opções discutidas, e não um ponto de partida obrigatório.
O mesmo hormônio pode ser usado por caminhos diferentes, e a via escolhida interfere nos riscos.
• Via oral, em comprimidos.
• Via transdérmica, em gel ou adesivo aplicado na pele. Como não passa primeiro pelo fígado, está associada a um risco menor de trombose do que a via oral.
• Via vaginal, com cremes ou óvulos de ação local, voltada ao ressecamento e ao desconforto íntimo. A absorção para o restante do corpo é baixa.
A Dra. Melina Martins define a via junto com a paciente, considerando o histórico de saúde, os sintomas que mais incomodam e a rotina de cada uma.
As diretrizes atuais consideram o benefício maior do que o risco para a maioria das mulheres saudáveis com sintomas que começam o tratamento antes dos 60 anos ou nos primeiros 10 anos após a última menstruação.
Fora dessa janela, a decisão pede uma avaliação ainda mais cuidadosa.
Quando a menstruação para antes dos 40 anos, na insuficiência ovariana prematura, a reposição costuma ser indicada pelo menos até a idade média da menopausa natural, salvo contraindicação.
• Câncer de mama, atual ou passado;
• Câncer de endométrio;
• Sangramento vaginal ainda sem causa esclarecida;
• Trombose ou embolia no passado;
• Infarto ou AVC;
• Doença ativa no fígado.
Nesses casos, a Dra. Melina Martins apresenta as alternativas não hormonais para os sintomas.
Antes de começar
Conversa sobre sintomas, histórico pessoal e familiar, exame físico e revisão dos exames de rastreamento, como a mamografia, quando indicados.
A decisão
Benefícios, riscos e alternativas apresentados com calma.A paciente participa da escolha, inclusive da escolha de não começar.
Primeiros meses
Retorno em 2 meses para avaliar a resposta aos sintomas e efeitos como sangramento ou sensibilidade nas mamas, e ajustar o que for preciso.
Ao longo dos anos
Reavaliação periódica, com o rastreamento das mamas em dia.A cada revisão, a Dra. Melina Martins e a paciente decidem juntas se faz sentido manter, ajustar ou interromper.
Ciclos irregulares, insônia e oscilações de humor depois dos 40 anos nem sempre vêm da transição hormonal. A tireoide e outras condições podem causar sintomas parecidos.
A página sobre menopausa explica as fases da transição e como é a consulta de avaliação.
Menopausa
• Ondas de calor ou suor noturno que atrapalham o sono ou o trabalho.
• Vontade de entender se a reposição hormonal é uma opção.
• Uso atual de hormônio, com dúvida sobre manter, trocar a via ou parar.
• Ressecamento vaginal ou dor na relação.
• Menstruação que parou antes dos 40 anos.
• Tratamento interrompido no passado por receio dos riscos, e vontade de rever essa decisão com informação atualizada.
Ginecologista
CRM/RJ 1218557 | RQE 56386
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